Pesquisadores da UFRJ-Macaé analisaram os dados dos casos acumulados, dia-a-dia, desde o início da infecção até a data de 3 de maio, na cidade de Macaé e sugerem que as políticas de mitigação de contágio, como os diversos decretos publicados pela prefeitura da cidade entre o final de março e início de abril, começaram a  surtir efeito por volta do dia 21 de abril, quando a curva de infecção mudou sua inclinação (para baixo).

Esta mudança de comportamento da curva de infecção é positiva para a cidade, pois vai reduzir a necessidade de uso de leitos de UTI ao longo do tempo e em particular no pico de contágio, que deve acontecer mais tarde, devido ao “achatamento da curva” que a cidade tem promovido. Os pesquisadores alegam que em breve serão capazes de fazer previsões aproximadas para o dia do pico de infecção, a quantidade de infectados nesta data, bem como a necessidade simultâneas de uso de leitos intensivos.

Os pesquisadores alertam que este resultado positivo não significa que pode haver relaxamento nas políticas de distanciamento social promovidas pelo poder público e pela sociedade, pelo contrário: devem ser mantidas ou intensificadas para que a curva de infecção não retorne ao patamar inicial ou pior, tendo consequências nefastas para toda a população, como falta de leitos e aumento na quantidade de óbitos.

O estudo lembra que os casos confirmados (testados) em geral são aqueles que requerem tratamento hospitalar e isso pode causar dificuldades na análise dos dados. Todavia os pesquisadores argumentam que, se a subnotificação de casos for constante no tempo, como sugerem estudos internacionais, isso não afeta a forma da curva de infecção e por este motivo não afeta os resultados obtidos. Entretanto, se esta subnotificação variar com o tempo, novas análises precisam ser feitas.

O trabalho completo pode ser acessado aqui

Mais sobre o grupo de trabalho:

O GT COVID 19 UFRJ MACAÉ realiza um trabalho multidisciplinar com participação de quase 100 docentes e técnicos da UFRJ de Macaé e outras instituições da região, e desenvolve análises que acompanham o comportamento da Pandemia no Norte Fluminense e Baixada Litorânea. Este grupo também tem dialogado com os municípios dessas regiões ofertando apoio técnico e científico para o enfrentamento da Pandemia

Foto: Artur Moês CoordCom-UFRJ

Contatos:  

1 - Bernardo Mattos Tavares (UFRJ-Macaé)

2 - Habib Salomon Dumet Montoya (UFRJ-Macaé)

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