O GT COVID-19 UFRJ MACAÉ vem realizando um trabalho multidisciplinar com participação de mais de 100 docentes, técnicos e alunos da UFRJ-Macaé e outras instituições da região. O GT vem desenvolvendo análises que acompanham o comportamento da Pandemia no Norte Fluminense e Baixada Litorânea. Além disso, o grupo tem dialogado com os municípios dessas regiões ofertando apoio técnico e científico para o enfrentamento da Pandemia. A exemplo do que já tinha sido feito para outros municípios, o subgrupo Informação em Saúde, produziu uma nota epidemiológica para o município de Quissamã.

Nesse município, até o dia 03 de junho de 2020, foram contabilizados 74 casos confirmados e 1 óbito. O coeficiente de incidência da COVID-19 calculado pelo grupo para Quissamã foi de 299,6/100.000 habitantes, sendo esse valor 13% abaixo do coeficiente do Estado do Rio de Janeiro e 8% mais elevado do que a média nacional. A taxa de mortalidade foi de 4/100.000 habitantes, estando abaixo da média nacional e do estado.

A Profa. Karla Coelho, médica e uma das coordenadoras do GT Covid-19 UFRJ-Macaé, relata que as medidas implementadas baseadas na ciência pelo município de Quissamã foram importantes para o enfrentamento da pandemia. E que a colaboração com a universidade, UFRJ, é fundamental para salvar vidas e apoiar as iniciativas locais.

Ainda sobre as medidas já implementadas por Quissamã, o município possui um hospital de campanha com 10 leitos disponíveis para COVID-19. Em relação aos atendimentos hospitalares, já foram realizadas 25 internações com tempo médio de 7 dias. Até o dia 3 de junho tinham 5 pessoas internadas no hospital de campanha e 47 casos confirmados e monitorados no domicílio. O município conta também com o Centro de Triagem Respiratória (CTR), que até o mês de maio já realizou 787 atendimentos, sendo realizados em média 40 testes rápidos por semana.

Conforme destacado na Nota Epidemiológica n.03, Situação epidemiológica da pandemia COVID-19 em Quissamã, o município ainda está em curva ascendente em relação ao número de casos confirmados, portanto, não é o momento de flexibilizar as medidas de mitigação.

Segundo a Profa. Naiara Sperandio, nutricionista e membro do GT Covid-19, ainda é necessário fazer o rastreamento dos contatos e testagem dos casos suspeitos.

Sendo assim, conforme destacado na nota produzida pelo grupo, o momento é de reforçar as medidas de enfrentamento da doença para evitar saturação do sistema de saúde e agravar o cenário epidemiológico no município.

Foto: Artur Moês CoordCom-UFRJ

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