Recentemente (03/05/2019), foi publicado um artigo científico mostrando a relação de marcadores moleculares de desenvolvimento da embriogênese somática com a atividade da proteína Mps1 de araucária (Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze).

O referido artigo foi publicado na revista internacional Plant Cell, Tissue and Organ Culture (PCTOC), com o título AaMps1 protein inhibition regulates the protein profile, nitric oxide, carbohydrate and polyamine contents in embryogenic suspensioncultures of Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze (Araucariaceae) e pode ser acessado aqui .

Vale ressaltar que a araucária é uma espécie ameaçada, como cita o próprio Ministério do Meio Ambiente. "A Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze (Araucariaceae) é uma das espécies mais antigas da flora brasileira, conseguiu passar por diferentes períodos geológicos e mudanças climáticas drásticas (http://www.mma.gov.br). Muito embora, já tenha ocupado extensa área de nosso território, não está resistindo às diferentes formas de impactos das atividades humanas (culturais e/ou econômicas). Nesse contexto, encontra-se em grave risco de extinção e classificada na lista vermelha do CNCFLORA como espécie “Em perigo (EP)” de extinção na natureza (www.cncflora.jbrj.gov.br).

Nesse contexto, estudar diferentes aspectos do seu desenvolvimento embrionário em sistemas para multiplicação de mudas com controle artificial, pode ajudar futuros programas de revitalização/recuperação em áreas de preservação dessa importante espécie da nossa flora.

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Profª Claudete Santa-Catarina ministrando palestra no NUPEM sobre Micropropagação e suas aplicações na para preservação ambiental e aspectos econômicos.

Esse estudo foi realizado pela doutoranda Jackellinne Caetano Douetts‑Peres (Laboratório de Biologia Celular e Tecidual, Centro de Biociências e Biotecnologia, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - CBB/LBCT), teve a participação do professor Marco Antonio Lopes Cruz (Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ/Macaé) e foi coordenado pela professora Claudete Santa‑Catarina (Laboratório de Biologia Celular e Tecidual, Centro de Biociências e Biotecnologia, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - CBB/LBCT). Também fizeram parte da equipe de estudo os pesquisadores Victor Paulo Mesquita Aragão (Laboratório de Biologia Celular e Tecidual, Centro de Biociências e Biotecnologia, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro). Profº Dr. Vanildo Silveira e Ricardo Souza Reis (Laboratório de Biotecnologia – CBB e Unidade de Biologia Integrativa, Setor de Genômica e Proteômica -UENF). Paula Elbl, André Luis Wendt dos Santo e Eny Iochevet Segal Floh (Laboratório de Biologia Celular de Plantas, Departamento, de Botânica, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo - USP/IB/Biocel).

A pesquisa mostra a importância da produção de conhecimento significativo na área de Biotecnologia Vegetal. Esse conhecimento poderá ser utilizado para elaboração de estratégias em programas que visam a recuperação de importantes espécies da nossa flora, que estão ameaçadas de extinção ou em grave risco desse processo.

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Profª Claudete Santa- Catarina em foto com professores do NUPEM após ministrar palestra. Da esquerda para a direita - Profº Dr. Jorge Luiz da Cunha Moraes, Profº Dr. Fábio Lopes Olivares (UENF), Profª Drª. Claudete Santa-Catarina (UENF), Profº Dr. Marco Antonio Lopes Cruz, Profº Dr. José Roberto da Silva e Profº Dr. Maurício Mussi Molisani.

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