Concebendo o Sonho

 

No início da década de 1980 o Professor Francisco de Assis Esteves, então docente da Universidade Federal de São Carlos, iniciou juntamente com seus estagiários, as pesquisas pioneiras sobre a Ecologia das lagoas costeiras de Macaé e Região. Esta Região então passava por um período de profundas transformações sócio-econômicas impulsionadas principalmente pela exploração do petróleo. As pesquisas realizadas pelo Prof. Francisco Esteves e sua equipe resultaram nas primeiras publicações sobre estes ecossistemas de grande peculiaridade ecológica. No entanto, as condições para a realização das pesquisas, na época, eram de grande precariedade e os pesquisadores passavam vários dias acampados às margens das lagoas sob sol ou chuva sem o mínimo de conforto e sem mínimas condições operacionais. As dificuldades logísticas aliadas à iminente deterioração ambiental da região devido ao acelerado crescimento populacional segredaram um sonho; o de criar em Macaé um centro de pesquisa, que possibilitasse a acomodação de pesquisadores e a realização de estudos ecológicos nas lagoas costeiras da região para assim fornecer bases para o manejo e conservação da sua biodiversidade. Assim surgiu o sonho de criar o Núcleo de Pesquisas Ecológicas de Macaé (NUPEM). Com sua transferência para o Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1989, o Prof. Francisco de Assis Esteves tomou como uma de suas primeiras atribuições a construção de parcerias como meio indispensável para a realização do sonho de criar o NUPEM.

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Realizando o Sonho

 

Com a criação do NUPEM novos pesquisadores, com inovadores projetos de pesquisa, passaram a fazer parte de sua equipe e grandes avanços ao conhecimento da biodiversidade, de processos ecológicos e de teorias ecológicas sobre as lagoas e as restingas do Norte Fluminense puderam ser realizados. Entre estes pesquisadores destacam-se os Professores Reinaldo Luiz Bozelli, Fábio Rubio Scarano e Déia Maria Ferreira da UFRJ, que desenvolveram grande número de pesquisas inéditas no país, formaram grande número de discípulos e tiveram significativa contribuição para a formação da consciência ambiental da população de Macaé e Região. A participação destes cientistas e de tantos outros do Brasil e do exterior possibilitou que as restingas e as lagoas do Norte Fluminense se transformassem nos ecossistemas mais conhecidos cientificamente do Brasil. Com o avanço das pesquisas ficou claro para os pesquisadores do NUPEM, a necessidade imperiosa de se preservar um dos poucos trechos do litoral brasileiro de grande extensão, que ainda estava intacto ecologicamente: a Restinga de Jurubatiba. Tomada a consciência da necessidade de preservação, os pesquisadores, liderados pelo Prof. Francisco de Assis Esteves, lançaram-se à luta para transformar a Restinga de Jurubatiba em uma Unidade de Conservação. Assim, o NUPEM liderou um intenso movimento social, que se iniciou em 1995, a partir de Macaé, e que com o tempo passou a contar com o apoio de outros municípios, instituições e pesquisadores do Brasil e do exterior, culminando com a criação, em abril de 1998, do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Para a realização do sonho de construir em Macaé um centro de excelência em pesquisa e ensino na área ambiental, o NUPEM tem contado com a parceria de alunos e de professores do Ensino Fundamental e Médio de Macaé e Região, que têm participado dos cursos de atualização em Ciências e de Educação ambiental ministrados periodicamente em suas instalações.

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Concebendo e Realizando Novos Sonhos

 

Os excelentes resultados obtidos e a forte interação com a sociedade Norte Fluminense foram fatores fundamentais para consolidação da parceria entre o NUPEM, a Prefeitura Municipal de Macaé e a Petrobras. Um indicador desta excelente parceria foi a doação de um terreno e a construção de uma nova sede pela Prefeitura Municipal de Macaé. Com a nova sede, inaugurada em 10 de Março de 2006, dotada de vários laboratórios, auditório, salas de aula e demais infra-estrutura, foi possível ampliar as linhas de pesquisa e a missão sócio-ambiental do NUPEM. Fato de grande relevância para o NUPEM foi a sua institucionalização pelo Conselho Universitário da UFRJ coo uma Unidade do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ em Julho de 2006 (até então o NUPEM era uma extensão do Laboratório de Limnologia do Instituto de Biologia/UFRJ) e a contratação de seus 15 primeiros pesquisadores em tempo integral para dedicarem-se exclusivamente às atividades de pesquisas, ensino e extensão em Macaé. Com a efetivação de seus primeiros pesquisadores-professores foi possível criar o Curso de Ciências Biológicas, que é ministrado em parceria com o Instituto de Biologia/UFRJ. Assim, a partir de um pequeno laboratório, instalado na varanda de uma barraca de acampamento está sendo possível criar, em Macaé, um centro de excelência em pesquisa nas áreas biológicas e ambiental, que em poucos anos de existência já se tornou um modelo de integração pesquisa-ensino-sociedade e o embrião do campus da UFRJ em Macaé. No contexto de um Campus da UFRJ, o NUPEM torna-se ainda mais eficaz na concepção e na realização de novos sonhos de significativa parcela da população do nosso Estado. Para que o NUPEM alcançasse o elevado patamar de respeitabilidade junto à sociedade científica e brasileira, alguns valores estiveram sempre presentes nos cientistas que estiveram à frente da realização deste sonho. Entre estes valores, destacam-se o amor à ciência, o arrojado espírito de luta por seus ideais e o forte senso de ética e de cidadania. Norteado por estes valores, o NUPEM continuará contribuindo para a construção de uma sociedade com mais justiça social e preservação ambiental no Norte Fluminense.

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