Instituto NUPEM/UFRJ é homenageado em Sessão Solene

Homenagem destacou os marcos históricos da parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro, através do Instituto NUPEM/UFRJ, o poder público municipal e a sociedade macaense.

A Câmara Municipal de Macaé homenageou o NUPEM/UFRJ em uma sessão solene no último dia 05 de junho, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Instituto, que, ao longo de mais de duas décadas, se expandiu e ganhou forte respeitabilidade e notoriedade no Norte Fluminense, se consolidando como um importante polo de geração de conhecimentos e de atração de pesquisadores.

Compuseram a mesa solene o Vice-Diretor do Instituto NUPEM/UFRJ e precursor da UFRJ em Macaé, Prof. Francisco de Assis Esteves; o Diretor do Instituto NUPEM/UFRJ, Prof. Rodrigo Nunes da Fonseca; a Diretora-Geral do Campus UFRJ-Macaé Prof. Aloísio Teixeira, Profª. Roberta Pereira Coutinho. Também compuseram a mesa solene a professora, ex-secretária de Educação e ex-vice-prefeita Marilena Garcia, o vereador Luciano Diniz e o ex-prefeito Riverton Mussi, que acompanharam parte do processo de institucionalização da universidade em Macaé.

SESSÃO SOLENE NUPEM 25 ANOS 72

Marcel Silvano agradeceu a presença de todas as autoridades, alunos e pesquisadores, destacando a presença da comitiva de alunos e pesquisadores da Noruega na ocasião do segundo intercâmbio acadêmico Noruega-Brasil (NOR-BRA) em parceria com Instituto NUPEM/UFRJ.

Em seguida, enfatizou a gravidade do período que as universidades públicas vêm passando:

SESSÃO SOLENE NUPEM 25 ANOS 47

“Todos nós que acreditamos que comemorar os 25 anos do NUPEM, celebrar esse marco não é qualquer coisa, tem uma importância muito maior dado ao momento histórico que vivemos. Necessidade de reafirmar a importância da universidade pública, a importância da autonomia da universidade pública, mas pra nós, do interior do país, a importância da interiorização da universidade pública. E todos os atos, esses ataques desse cenário atual, a gente precisa repudiar.”

Antes de passar a palavra para as demais autoridades que compuseram a mesa, concluiu suas reflexões:

“É o tempo de celebração, mas também de reflexão. Não vai ser novidade dizer aqui os riscos que a educação pública corre em todos os seus níveis. Nos últimos dias, vários ex-ministros da educação de diversos governos se organizaram para o documento público em que eles apontavam os riscos - e no texto inclusive diz riscos fatais - para a educação pública em todos os níveis, com as medidas e as posturas do atual governo federal em dois aspectos fundamentais: a liberdade da produção acadêmica e o financiamento da educação - em especial educação básica. Mas também ontem foi anunciado mais cortes na pesquisa, mais cortes na CAPES e que nós precisamos estar sempre alertas a esses perigos, esses riscos concretos e fatais. Precisamos pensar o papel da universidade pública e reafirmá-lo, em afirmar esse papel, defender a universidade, sua autonomia e sua integralidade. Sem universidade, não há desenvolvimento.”

A Profa. Roberta Coutinho parabenizou o pioneirismo do Instituto NUPEM/UFRJ:

“Considero muito importante o ineditismo de uma universidade começar com a extensão e a pesquisa e só depois iniciar o ensino. O campus de Macaé, aqui hoje representado por mim, se apresenta como coadjuvante. A grande festa hoje, os 25 anos da UFRJ em Macaé, a festa é do NUPEM. Agradeço ao professor Francisco Esteves, que é a célula inicial do Campus UFRJ em Macaé. [...] obviamente Prof. Francisco, um visionário, tratou da interiorização quando nem se pensava ainda em proposta e política pública efetiva para interiorização das universidades públicas federais.”

SESSÃO SOLENE NUPEM 25 ANOS 64

O Prof. Rodrigo Fonseca destacou a necessidade de ter investimentos públicos na inovação de conhecimento, do estreitamento entre a educação e a ciência como fatores de promoção de qualidade de vida e bem estar, exemplificando que atualmente o Instituto NUPEM/UFRJ recebe mais de duas mil crianças por ano em seus projetos científicos e projetos sociais. Nesse contexto, citou os esforços da Noruega em economizar quatro trilhões de dólares no Fundo Soberano para Saúde, Educação e Ciência, recursos advindos de royalties de atividades petrolíferas:

“Temos que aprender com eles, investir no conhecimento, na preservação ambiental, por exemplo. Deixo essa proposta para a Câmara, a de continuar construindo essas parcerias tão bem sucedidas através de uma lei, recursos, metas, avaliações periódicas, inclusive por órgãos internacionais”.

SESSÃO SOLENE NUPEM 25 ANOS 101

Os integrantes da mesa ainda recordaram o aspecto agregador do Instituto NUPEM/UFRJ, que em sua militância em prol da interiorização de cursos da UFRJ em Macaé conseguia unir até mesmo parlamentares de agendas políticas distintas. O parlamentar Luciano Diniz (MDB) mencionou que era de oposição a Riverton Mussi, prefeito na época da implantação da faculdade de medicina. “Os projetos em favor da UFRJ eram os únicos em que votávamos com o governo”. E o ex-prefeito completou: “Eu tinha convicção de que se não tivéssemos cursos públicos aqui, não daríamos a oportunidade que nossos jovens necessitavam”.

SESSÃO SOLENE NUPEM 25 ANOS 90

A ex-vereadora Marilena Garcia, que ainda foi vice-prefeita e secretária da Educação com Mussi, lembrou do papel de Aloísio Teixeira, ex-reitor que dá nome ao campus macaense. Numa menção aos atuais cortes de investimentos federais para a educação, Marilena disse que a solenidade marca o enfrentamento “à era das trevas que estamos vivendo”.

Francisco Esteves, representando o Magnífico Reitor da UFRJ Roberto Leher, ressaltou que na verdade, a relação da UFRJ com Macaé deu-se desde a década de 50, com o macaense Luiz Renato Caldas, grande estudioso que fez vestibular para a antiga universidade que na época se chamava Faculdade Nacional de Medicina, se formou em 1954 e trabalhou como professor de Radiologia no Instituto de Biofísica. Tornou-se Reitor da UFRJ no período de 1977 a 2001.

SESSÃO SOLENE NUPEM 25 ANOS 116

Ele conta que a vinda da UFRJ para Macaé foi de longa e difícil caminhada. O objetivo era trazer para o município, não apenas o ensino, mas também a pesquisa, geradores de conhecimento e agentes de transformação social, por meio do NUPEM, até a chegada dos demais cursos de graduação no campus.

“A pesquisa é a alavanca que traz o desenvolvimento. Temos convicção muito clara que com a chegada da UFRJ em Macaé descortina-se o novo e próximo futuro para a cidade, alicerçado no conhecimento. Temos que ajudar a sociedade a migrar de Capital do Petróleo para Capital do Conhecimento. Estamos nessa fase de transição e não tenham dúvida de que entre 10 a 15 anos não podemos ter somente o petróleo como alternativa econômica para a cidade”, alertou Francisco Esteves.

Finalizando sua fala, ressaltou que a UFRJ, através do seu corpo docente, corpo discente e corpo técnico administrativo, está empenhada cada vez mais conscientes de construir pontes entre nós, a UFRJ e o poder público, na construção coletiva de uma sociedade e Macaé com mais equidade econômica, social e sobretudo. com mais preservação ambiental.

 

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Confira sessão solene em homenagem aos 25 anos do Instituto NUPEM (link direto aos 13:35 minutos de vídeo, com áudio normalizado)Confira sessão solene em homenagem aos 25 anos do Instituto NUPEM (link direto aos 13:35 minutos de vídeo, com áudio normalizado): https://youtu.be/t-J_hIPXM_4?t=814

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