Professores e alunos de pós-graduação do Instituto NUPEM/UFRJ participam da segunda edição do Boletim Ciências de Macaé sobre Estudos teórico-práticos sobre a COVID-19 em Macaé com artigo sobre os aspectos ambientais do COVID-19.

Os professores Mauricio Mussi Molisani e Pablo Rodrigues Gonçalves e os alunos do Programa de Pós Graduação em Ciências Ambientais e Conservação, Guilherme Barreto Sardenberg, e do Mestrado Profissional em Ambiente Sociedade e Desenvolvimento, Neiva Paula Vieira da Silva elaboraram o artigo “Aspectos ambientais da COVID-19 e a proposição de uma gestão integrada entre saúde e meio ambiente para o município de Macaé” que foi publicado no segundo volume do Boletim Ciências de Macaé sobre “Estudos teórico-práticos sobre o COVID-19 em Macaé”.

O artigo é uma revisão da literatura científica sobre o tema COVID-19 e meio ambiente e a relação com aspectos da doença em Macaé, propondo subsídios para gestão da saúde do município considerando aspectos ambientais. O artigo apresenta dados sobre as origens e saltos do vírus SARS-COV-2 e os riscos pela transmissão de animais silvestre e domésticos, inclusive mostrando dados sobre a distribuição de mamíferos silvestre em Macaé e a preocupação com a perda de habitats e a maior proximidade dos animais com seres humanos. Em outro capítulo apontamos os aspectos climáticos, como a relação entre temperatura e umidade e a presença do vírus SARS-COV-2 no ambiente, aplicando os resultados ao contexto climático e o número de casos do município. A presença do vírus no esgoto e a possibilidade da transmissão fecal-oral foi abordado no artigo, inclusive propondo uma malha amostral de esgoto para análise do vírus em Macaé. Segundo a aluna do Mestrado Profissional Neiva Paula, o município de Macaé conta atualmente com somente 33% de coleta e tratamento de esgoto. Já o último boletim de casos confirmados de COVID-19 mostrou que os bairros com maior número de casos são aqueles que não possuem saneamento básico, o que pode estar contribuindo para a dispersão do vírus no ambiente. Segundo ela, não há confirmação sobre a presença do vírus no esgoto de Macaé, nem na sua capacidade de infecção fecal-oral diante da possibilidade de constatação dessa presença, mas é importante ressaltar que o município é muito vulnerável à presença e à circulação de microrganismos como vírus e bactérias patogênicas, diante da reduzida cobertura de saneamento básico e da presença extensiva de esgoto na rede hidrográfica de Macaé. Por fim, apresentamos efeitos da quarentena como a melhora da qualidade do ar em diversos locais do mundo, mas também casos iniciais de detecção oceanos de máscaras de proteção. Esse estudo mostra que o meio ambiente é fundamental para se entender a COVID-19, e principalmente para prevenir e combater a pandemia, apontando a necessidade de uma gestão integrada entre saúde e meio Ambiente, inclusive para o município de Macaé.

Segue o link do Observatório de Macaé

http://www.macae.rj.gov.br/bcm/conteudo/titulo/edicao-atual

 

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