Biotecnologia Vegetal: um caminho para produção de alimentos de forma sustentável aliada a preservação ambiental

Após a superação de alguns problemas técnicos, foi publicado nos Anais do Seminário UFRJ Faz 100 Anos: História, Desenvolvimento e Democracia (volume 2 - complementação) o artigo Biotecnologia para Desenvolvimento Rural em  Assentamentos do Município de Carapepus-RJ E Mitigação dos Impactos Ambientais no Parna Jurubatiba, que pode ser acessado aqui. O referido artigo trata da experiência de planejamento, execução e resultados do projeto de extensão e pesquisa, intitulado Integrando Tecnologias Agroecológicas para Promoção do Desenvolvimento Rural em Assentamentos do Município de Carapebus-RJ e Mitigação dos Impactos Ambientais no PARNA Jurubatiba.

 Imagem 1 Lab Biotec Veg

 

Esse projeto foi financiado pela FAPERJ no Edital FAPERJ Nº 16/2014 – Programa de Apoio a Projetos de Extensão e Pesquisa – EXTPESQ – 2014 e foi desenvolvido no Laboratório de Biotecnologia Vegetal/NUPEM. O  referido projeto contou com a participação de vários pesquisadores tais como: Drª Izabela Silva dos Santos, Drª Mirella Pupo Santos, Drª Danielle da Silveira dos Santos Martins, Drª Elane da Silva Ribeiro, a Drª Núbia Maria Correia (Embrapa Hortaliças- DF); a Drª. Tatiana U. Paleo Konno (Laboratório Integrado de Botânica/NUPEM); e o Dr. Daniel Basílio Zandonadi. O projeto foi coordenado pelo Dr. Marco Antonio Lopes Cruz. Também participaram do projeto alunos de graduação dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas -­ campus UFRJ-Macaé Professor Aloísio Teixeira, assim como discentes dos Programas de Pós-graduação em Ciências Ambientais e Conservação (PPG-CiAC) e do Programa de Pós-Graduação em Produtos Bioativos e Biociências (PPG-ProdBio), ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro campus Macaé Professor Aloísio Teixeira. O principal objetivo do projeto foi transferir tecnologia de produção agrícola com baixo impacto ambiental para pequenos agricultores em áreas próxima ao PARNA JURUBATIBA. Dessa forma, busca-se diminuir o impacto dessa atividade econômica sobre um importante parque nacional.

BIOTECNOLOGIA PARA DESENVOLVIMENTO RURAL EM ASSENTAMENTOS DO MUNCÍPIO DE CARAPEBUS-RJ E MITIGAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS NO PARNA JURUBATBA.

Introdução

A partir da década de 1990 foi iniciado o processo de construção da categoria sócio-profissional do agricultor familiar, relacionado à articulação de entidades políticas e sindicais, em torno do crédito governamental de incentivo ao trabalhador rural oriundo do PRONAF - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Decreto nº 1946, de 28 de junho de 1996; Resolução 2310, de 29 de agosto de 1996). Em linhas gerais, a participação da família na produção é a condição fundamental para a distinção entre agricultores familiares e empresários agropecuários (INCRA/FAO, 1996).

Após a década de 1970, ocorreu a “Revolução Verde” no Estado do Rio de Janeiro, ou seja, a incorporação na prática agrícola de conhecimentos técnico-científicos sobre o cultivo de hortaliças e frutas com elevada produtividade, tendo como base a mecanização e/ou a quimificação da agricultura (Navarro, 2001). Essas mudanças impactaram as práticas de trabalho dos agricultores suas condições de vida.

Atualmente as famílias agricultoras inserem-se de diferentes maneiras no sistema agrícola de produção. A depender dessa inserção, há nas localidades 

agrícolas com distintos graus de deterioração ambiental, de problemas agrários e de dificuldades de reprodução econômica. Tal cenário é preocupante, pois pode estimular o abandono da prática agrícola, podendo gerar situações de insegurança alimentar e nutricional, não apenas para as próprias famílias, mas também para a sociedade em geral, que depende dos produtos para consumo. Ressalta-se que a maior parte dos itens alimentícios consumidos pelos brasileiros advém da agricultura familiar, sendo a produção rural de grande porte voltada essencialmente para exportação (IBGE, 2012).

Entende-se por segurança alimentar e nutricional (SAN) a realização do direito de todo o cidadão ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis (Brasil, 2009). O conceito de SAN acima envolve, portanto, as dimensões da qualidade dos alimentos e da manutenção de condições ambientais adequadas para sua produção, que sejam capazes de garantir o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população (Freitas & Penna, 2007). A questão ambiental é parte essencial no contexto de SAN principalmente por não haver como produzir alimentos de qualidade sem que o uso da água, do solo e da vegetação adjacente seja adequado. Em especial, não há como ter alimentos de qualidade se o agricultor não tiver as condições mínimas necessárias para conseguir produzir de forma ecologicamente sustentável e se manter economicamente.

A agricultura familiar é praticada por grande quantidade de agricultores na Região Norte Fluminense que estão inseridos de diferentes formas no sistema agrícola de produção regional. Em função do arranjo produtivo, existem localidades agrícolas com diferentes graus de deterioração ambiental, de problemas agrários e de dificuldades econômicas. Porém, a produtividade das lavouras geralmente são baixas quando comparadas com as de outras regiões. Este tem sido um dos principais motivos para a perda de espaço deste setor na economia local. Este fato é atribuído às condições edafoclimáticas da região, infra-estrutura sócio-econômicas pouco adequadas e os baixos níveis de tecnologia empregados por estes agricultores. Estudos feitos na região mostram que uma reversão do atual quadro, passaria por aprimoramento tecnológico, com a inserção de novas tecnologias que proporcione um substancial crescimento da produtividade na região. Isso pode provocar abandono da prática agrícola, gerar situações de insegurança alimentar e nutricional. Esse problema pode afetar não só as próprias famílias agricultoras, mas também a sociedade em geral, que depende dos produtos para consumo.

De acordo com a lei 10.831/2003, agricultura orgânica é um sistema de produção agrícola onde se utilizam técnicas específicas, para o aprimoramento de manejo dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis, levando em conta a manutenção da cultura das comunidades rurais locais. Por outro lado, a agroecologia considera um posicionamento teórico e aparece como uma prática agronômica em contra posição aos problemas oriundos do sistema de agricultura convencional industrial e que foi sedimentado com o advento da revolução verde, em especial os monocultivos agrícolas que impactam negativamente a biodiversidade dos sistemas naturais do entorno desses monocultivos (Vidal et al., 2013).

Dessa forma, entende-se como agroecologia como ciência que emprega conceitos de ecologia no planejamento manejo sustentável de sistemas agrícolas (Altieri, 2012) e procura seguir alguns princípios fundamentais: a) reduzir o uso de insumos externos, procurando valorizar ciclagem de energia e de  nutrientes; b) planejar agrosistemas de produção com adaptações às condições locais; c) o tentativa de reestabelecimento e manutenção da diversidade genética; d) o aprimoramento do desenvolvimento econômico, preservando o potencial produtivo do ecossistema original (Feiden, 2005).

 Micropropagação de plantas é uma realidade para vários setores da produção agrícola, sendo bastante difundida. Seja na cultura extensiva como a da cana-de-açúcar onde é utilizada para produção de mudas em larga escala (Cruz et al.,  2009), seja na produção de plantas em setores mais artesanais como a produção de plantas ornamentais (Paiva et al., 2004; Rocha et al.,  2009) e de plantas medicinais (Morais et al., 2012). Essa forma de produção de mudas apresenta vantagens como:  multiplicação rápida e uniforme de plantas elite, produção de mudas livres de doenças (fungos, vírus e bactérias, por exemplo). A muda é o insumo mais importante na implantação de uma cultura; mudas produzidas com qualidade, desde que adequadamente manejadas, originam cultivos mais produtivos e rentáveis com retornos econômicos mais substanciais e pode promover um aumento de até 40% dependendo da cultura e aplicação correta técnica. Esse modelo pode perfeitamente ser combinado com técnicas agroecológicas para dar suporte a produção de mudas em agrosistemas de agricultura familiar seja na produção de hortaliças ou ornamentais.

A utilização de fertilizantes químicos sintetizados tem crescido mundialmente, e com esta o aumento dos preços de alimentos (FAO, 2014). Os efeitos dos fertilizantes sobre o aumento da produtividade vegetal são positivos, entretanto podem resultar também em custos bastante elevados tanto do ponto de vista econômico como ambiental. Nos países em desenvolvimento como o Brasil onde uma parcela significativa de produtores não tem acesso aos fertilizantes sintéticos, esta questão é ainda mais importante. Além disso, mesmo os produtores que tem acesso a estes insumos, estão perigosamente ligados as flutuações dos preços internacionais, visto que importa-se no Brasil atualmente cerca de 90% do potássio, 70% do nitrogênio e 50% do potássio consumidos como fertilizantes (Secretaria de Acompanhamento Econômico - Seae, 2011). Os fertilizantes como superfosfatos ou cloreto de potássio são provenientes de fontes não renováveis. Além disso, o excesso de utilização dos mesmo causam problemas ambientais como eutrofização de cursos d`água e lençóis freáticos e salinização de solos agricultáveis (Novotny et al., 2011).

A produção de fertilizantes orgânicos é relativamente simples e pode ser adaptada a cada caso ou necessidade do agricultor. Os materiais para sua confecção também podem variar até certo ponto de acordo com a disponibilidade dos mesmos na região e papel na produção do fertilizante. Por exemplo, um composto orgânico pode ser feito com esterco de gado ou de frango, dependendo da disponibilidade de um ou outro para o agricultor. Uma das principais funções destes adubos, que resultam em maior fertilidade do solo é o aumento da matéria orgânica. Além disso, diferente dos adubos sintéticos solúveis, os adubos orgânicos podem fornecer moléculas semelhantes a reguladores de crescimento vegetal (Zandonadi et al., 2014). Também é conhecido o efeito de supressão de algumas doenças por estes fertilizantes orgânicos. Os resultados de agricultores, da Embrapa e de agências de extensão rural demonstram que é viável a produção de alimentos a base destes adubos.

A agricultura familiar apresenta-se de maneira diversa nas várias regiões brasileiras, a depender da diversidade sócio-ambiental e das trajetórias dos diferentes grupos sociais (INCRA/FAO, 1996). Em cada localidade existe uma gama de fatores importantes tais como as formas de lidar com a natureza, de manejo agrícola e o escoamento da produção para o mercado, a fim de viabilizar o desenvolvimento de ações que possam gerar benefícios diretos para as condições ambientais, econômicas, e de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). A complexidade das interações desses fatores justifica projetos que busquem analisar e levar soluções para problemas de ordem econômica e ambiental a esses grupos.

A prevalência de insegurança alimentar para a população brasileira é de 65,1%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2004 (IBGE, 2006b). A prevalência de insegurança alimentar é de 66,7% para o Brasil urbano e 56,5% para o Brasil rural, onde é encontrada grande parte das regiões agrícolas no país. Tal elevada magnitude de prevalência tem estimulado o desenvolvimento de estudos em nível local, abordando o tema SAN associado ao trabalho agrícola (p.e. Sampaio et al., 2006; Menasche et al., 2008).

A utilização de biotecnologia para melhorar a produção agrícola é uma necessidade e técnicas como a cultura de tecidos e os métodos de micropropagação, são vistas como alternativas para a produção de espécies vegetais de interesse econômico. Isso permite aumentar a rentabilidade do agricultor em função do aumento na produção e diminuição dos custos. A utilização de micropropagação de plantas é bastante difundida em muitas culturas extensivas e em setores de produção de menor escala. Existem muitas vantagens para a utilização da micropropagação: multiplicação rápida e uniforme de plantas elite, produção de mudas livres de doenças são exemplos dessas vantagens. A melhora rendimento da produção utilizando essas práticas está associada a redução no uso de insumos externos seja para adubação seja para defesa contra pragas. Isto porque plantas oriundas de mudas micropropagadas apresentam melhor vigor no desenvolvimento inicial quando comparada as mudas de produção convencional.

Os agricultores possuem alternativas eficientes aos fertilizantes sintéticos: os fertilizantes orgânicos. A maior parte destes tem utilização milenar tais como os estercos animais de gado e de porco por exemplo. Avanços na produção fertilizantes orgânicos resultaram em algumas tecnologias tais como a compostagem, a vermicompostagem, os biofertilizantes aerados ou fermentados, entre outros, são exemplos dessa tecnologia. (Disponível em: http://www.cnph.embrapa.br/organica/produtos.html).

Essa combinação de técnicas biotecnológicas, associadas às práticas ecológicas responsáveis, pode aumentar a eficiência de arranjos de produção regionais com a participação de agricultores individualizados ou associados às cooperativas, em função de uma produção mais qualificada com melhores mudas e exploração mais racional dos recursos locais.

Objetivo geral

Nesse cenário, a utilização de biotecnologias de micropropagação é uma alternativa viável para a produção de mudas de alta qualidade de espécies vegetais de interesse econômico, seja para utilização própria ou comercialização com terceiros. Isso permite o aumento da rentabilidade do agricultor em função da melhora na produtividade e possibilidades de novos negócios. Além disso, essa tecnologia, aliada a produção de fertilizantes orgânicos possibilita o desenvolvimento e manejo de agrossistemas sustentáveis aliando a produção, conservação tanto da agrobiodiversidade como da biodiversidade em geral.

Objetivos específicos:

  • Incorporação de valores socio-ambientais em comunidades rurais;
  • Identificar lideranças e talentos que se destacam nas principais áreas abordadas na presente proposta e estimular o aperfeiçoamento continuado;
  • Estimular a aplicação dos conceitos de sustentabilidade e agroecologia promovendo a atualização e transferência de conhecimentos técnicos e científicos na área de produção agrícola de subsistência e comercialização;
  • Implantação de sistemas de produção agroecológicos no Município de Carapebus e Região, especialmente nos municípios em limítrofes do Parque Nacional de Jurubatiba;
  • Favorecer o processo de difusão de tecnologias e intercâmbio de conhecimento entre os produtores rurais em intercambio com a academia objetivando fortalecer a agricultura familiar;
  • Identificar as demandas de mudas para implantação e recuperação de sistemas agroecológicos de subsistência e comercialização;
  • Promover a adoção de técnicas de produção de hortaliças, legumes, frutas plantas ornamentais com abordagens sustentáveis em atividades de agroecológicas;
  • Estimular a criação de viveiros de essências nativas como instrumento de geração de renda no meio rural e manutenção da biodiversidade;
  • Estimular o uso sustentável dos recursos florestais e a recuperação de áreas degradadas;
  • Promover a conservação e o uso sustentável da biodiversidade, conscientização e participação da cidadania;

Metodologia

Nesse contexto, o projeto “Integrando Tecnologias Agroecológicas para Promoção do Desenvolvimento Rural em Assentamentos do Município de Carapebus-RJ e Mitigação dos Impactos Ambientais no PARNA Jurubatiba” objetiva transferir conhecimento biotecnológico de produção agrícola sustentável, fortalecendo o sistema produtivo de agricultores do entorno do Parque Nacional de Jurubatiba para mitigar impactos provocados pelas atividades agrícolas. Para isso, realizamos de cursos (teóricos e práticos) ministrados por pesquisadores especialistas:

 

Curso 1 - Curso Básico de Botânica Aplicada a Exploração Sustentável

Responsável: Pesquisadora Dra. Tatiana U. Paleo Konno (NUPEM/UFRJ-Macaé)

Tópico 1 - Morfologia Vegetativa e Floral

Conteúdo teórico e prático.

Identificação de plantas de interesse econômico, com ênfase na flora de restinga.

Carga horária: 4,0 horas.

Tópico 2 - Ciclos e Formas de vida

Conteúdo teórico e prático.

Identificação de plantas de interesse econômico, com ênfase na flora de restinga.

Carga horária: 4,0 horas.

Tópico 3 - Reprodução e propagação

Conteúdo teórico e prático.

Identificação de plantas de interesse sócio-econômico, com ênfase na flora de restinga.

Carga horária: 4,0 horas.

Tópico 4 - Plantas interessantes da Restinga

Conteúdo teórico e prático

Visita a campo para identificar espécies de interesse sócio-econômico.

Carga horária: 4,0 horas.

 

Curso 2 - Micropropagação para produção de mudas para agricultura familiar

Responsável: Pesquisador Dr. Marco Antonio Lopes Cruz (NUPEM/UFRJ-Macaé)

 

Tópico 1 - Conceitos de Micropropagação e suas aplicações

Conteúdo teórico

Carga horária: 4,0 horas.

                                           

Tópico 2 - Equipamentos de material para cultivo in vitro

Conteúdo teórico e prático.

Visita ao Laboratório de Biotecnologia Vegetal do NUPEM conhecer os principais equipamentos utilizados para micropropagação

Carga horária: 6,0 horas.

 

Tópico 3 - Preparo de meios de cultura e formas alternativas de baixo custo

Conteúdo teórico e prático.

Visita a campo para acompanhar o preparo de meios de cultura básicos e alternativos para micropropagação.

Carga horária: 6,0 horas.

 

Tópico 4 - Micropropagação de plantas ornamentais

Conteúdo teórico

Carga horária: 4,0 horas.

 

Tópico 5 - Alternativas de produção de mudas micropropagadas para agricultura  familiar

Conteúdo teórico

Carga horária: 4,0 horas.

 

Curso 3 – Produção de Adubos Orgânicos Sólidos e Líquidos para Produção de Hortaliças

 Responsável: Pesquisador Dr. Daniel Basílio Zandonadi (EMBRAPA Hortaliças-DF)

Tópico 1 – Produção de composto orgânico

Conteúdo teórico

Carga horária: 4,0 horas.

 

Tópico 2 – Produção de humus de minhoca

Conteúdo teórico e prático.

Visita a campo para verificar as principais possibilidades para produção de humus de minhoca no local.

                  Carga horária: 6,0 horas

 

Tópico 3 – Produção de composto fermentado de farelos tipo Bokashi

                    Conteúdo teórico e prático.

Visita a campo para verificar o potencial para utilização e/ou produção do composto

                  Carga horária: 6,0 horas

 

Tópico 4 – Produção de biofetilizante líquido Hortbio®

                    Conteúdo teórico e prático.

Visita a campo para verificar o potencial para utilização e/ou produção Hortbio®

Carga horária: 6,0 horas

           

Tópico 4 – Produção de humus líquido

                    Conteúdo teórico e prático.

Visita a campo para verificar o potencial para utilização e/ou produção humus líquido

                  Carga horária: 6,0 horas

 

Curso 4 - Manejo plantas daninhas na Sustentabilidade Agrícola.

Responsável: Pesquisadora Dra. Núbia Maria Correia (EMBRAPA Hortaliças-DF)

 

Tópico 1: Ecofisiologia e identificação de plantas daninhas

Conteúdo teórico e prático

Visita a campo para verificar as principais espécies e as suas características morfológicas e de sobrevivência.

Carga horária: 6,0 horas.

 

Tópico 2: Interferência das plantas daninhas e as principais estratégias de manejo

Conteúdo teórico e prático*.

Visita a campo para verificar a convivência planta daninha x cultura e as possíveis estratégias de manejo a serem adotadas.

Carga horária: 6,0 horas.

 

Tópico 3: Uso racional de herbicidas no manejo de plantas daninhas

Épocas de aplicação e cuidados na pulverização de herbicidas.

Conteúdo teórico e prático*.

Tecnologia de aplicação de herbicidas (escolha do bico, volume de calda e tamanho de gota; calibração de pulverizador).

Carga horária: 8,0 horas.

 

Tópico 4: Comportamento dos herbicidas no ambiente

Dinâmica dos herbicidas no sistema solo-água-atmosfera.

Conteúdo teórico.

Carga horária: 4,0 horas.

 

Curso 5 - Micropropagação de feijão (Phaseolus vulgaris)

Responsável: Pesquisador Dr. Marco Antonio Lopes Cruz (NUPEM/UFRJ-Macaé)

                                           

Tópico 1 - Equipamentos de material para 3ultivo in vitro

Conteúdo teórico e prático.

Carga horária: 3 horas.

 

Tópico 2 - Preparo de meios de cultura e formas alternativas de baixo custo

Conteúdo prático.

Visita a campo para acompanhar o preparo de meios de cultura básicos e alternativos para micropropagação.

Carga horária: 3 horas.

 

Tópico 3 - Micropropagação de Phaseolus vulgaris

teórico

Carga horária: 3 horas.

 

Imagem 2 Agroecologia

Abertura e aula inaugural do curso para agricultores dos assentamentos.

Fonte: Foto retirada no Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM/UFRJ).

 

Imagem 3 Agroecologia

Visita e Início das etapas de construção de uma composteira voltada para a produção de adubo orgânico, reutilizando componentes da própria propriedade.

Fonte: Foto retirada nos assentamentos de Carapebus-RJ.

 

Imagem 4 Agroecologia

Visita aos assentamentos buscando introduzir novas técnicas que serviriam de apoio na produção de hortaliças.

Fonte: Foto retirada nos assentamentos de Carapebus

 

Imagem 5 Agroecologia

Aperfeiçoamento de agricultores e técnicos da EMATER com técnicas de micropropagação.

Fonte: Foto retirada no Laboratório de Biotecnologia Vegetal do NUPEM/UFRJ.

 

Imagem 6 Agroecologia

Aperfeiçoamento de agricultores e técnicos da EMATER com técnicas de micropropagação.

Fonte: Foto retirada no Laboratório de Biotecnologia Vegetal do NUPEM/UFRJ pelo Prof. Dr. Marco Antonio Lopes Cruz.

 

Resultados

 Os cursos propostos foram ministrados e obtivemos forte participação dos agricultores (figura 1) dos Assentamentos João Batista Soares (Fazenda Boa Sorte) e o Assentamento 25 de Março (Fazenda Santo Antônio), bem como de discentes de graduação dos Cursos de Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura) e Pós-Graduação (PPG-CiAC) como mostrado nas figuras 2 e 3. Também resaltamos a participação de técnicos da EMATER da região de Carapebus.

Foi possível identificar os principais problemas que dificultam o desenvolvimento de um sistema agroecológico nos Assentamentos João Batista Soares e Assentamento 25 de Março. Como a falta de cultivares apropriados para a região, dificuldade de acesso aos diferentes tipos de tecnologias agrárias e a urgente necessidade de apoio técnico em diferentes áreas.  Dessa forma, foi possível transferir conhecimento de novas tecnologias de produção agrícola sustentável, de baixo ou nenhum impacto ambiental que podem ajudar no desenvolvimento da agricultura familiar nesta localidade.

Além disso, foi possível promover práticas agrícolas que impactem em menor grau os diferentes ecossistemas do Parque Nacional de Jurubatiba, tendo como foco principal os assentamentos do município de Carapebus.

 

Conclusão

Através da interação durante os cursos foi possível identificar demandas dos agricultores, como a disponibilização de cultivares apropriados para a região e apoio técnico especializado. Além disso, também foi possível identificar agricultores com potencial para receberem aperfeiçoamento continuado. Isso foi com realização de um curso de micropagação de Phaseolus vulgaris (4 e 5). Também foi possível difundir nos discentes participantes (graduandos e pós-graduandos) os diferentes desafios que precism ser superados pelos agricultores no processo da produção agrícola familiar e que existe a necessidade de fortes investimentos de diferentes instituições, focando diferentes objetivos para mudar esse quadro.

 

Bibliografia

 

ALTIERI, M. A. The scaling up of agroecology: spreading the hope for food sovereignty and resiliency. [s.l.]: SOCLA, 2012. 20 p. Disponível em: <http://www.foodfirst.org/sites/www.foodfirst.org/files/pdf/ Rio20_-_final-1.pdf>. Acesso em: 12 março. 2014.

AQUINO, A. M. de; ASSIS, R. L. de. Agroecologia: princípios e técnicas para uma agricultura orgânica sustentável. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica, p. 49-70, 2005.

BRASIL. Decreto-Lei nº 10.831, de 23 de dezembro de 2003. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, 24 dez. 2003. Disponível em: <http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina =8&data=24/12/2003> Acesso em: 12 março. 2014.

Cruz, M. A. L.; Silva, A. D. C.; Veiga, C. F. M.; Silveira, V. Biofábrica para Produção de Mudas por Micropropagação: Estratégia para o Aumento da Produtividade da Cana-de-açúcar no Rio de Janeiro. Inter Science Place, Ano 2, Nº 05 / Fev. 2009.

FEIDEN, A. Agroecologia: introdução e conceitos. Embrapa Agrobiologia. p.et 50-70. 2005.

Freitas M.C.S., Penna P.G. Segurança alimentar e nutricional: a produção do conhecimento com ênfase nos aspectos da cultura. Revista de Nutrição 20(1):69-81, 2007.

IBGE, Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios: segurança alimentar 2004. Rio de Janeiro: IBGE; 2006.

IBGE, Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Rio de Janeiro: IBGE; 2012. Disponível em: www.ibge.gov.br - Acessado em 02/setembro/2012.

INCRA, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária & FAO, Food and Agriculture Organization of the United Nations. Perfil da Agricultura Familiar no Brasil: dossiê estatístico. Brasília: NEAD, 1996.

Menasche R., Marques F.C. & Zanetti C. Autoconsumo e segurança alimentar: a agricultura familiar a partir dos saberes e práticas da alimentação. Revista de Nutrição 21(Suplemento):145-58, 2008.

Morais, T.P.; Luz, J.M.Q.; Silva, S.M.; Resende, R.F.; Silva, A.S. Aplicações da cultura de tecidos em plantas medicinais. Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.14, n.1, p.110-121, 2012.

Navarro Z. Desenvolvimento rural no Brasil: os limites do passado e os caminhos do futuro. Estudos Avançados 15: 43, 2001.

NOVOTNY V. The Danger of Hypertrophic Status of Water Supply Impoundments Resulting from Excessive Nutrient Loads from Agricultural and Other Sources. Journal of Water Sustainability 1(1):1-12, 2011

Paiva, P. D. O.; Paiva, R.; Pasqual, M. & Paiva, Luciano, V. Estabelecimento in vitro de estrelicia (Strelitzia reginae Banks.) Ciênc. Agrotec., Lavras, v. 28, n. 5, p. 1031-1037, set.out., 2004.

 Sampaio M.F.A., Kepple A.W., Segall-Correa A.M., Oliveira J.T.A., Panigassi G., Maranha L.K., et al. Segurança alimentar: experiência de grupos focais com populações rurais do Estado de São Paulo. Segurança Alimentar e Nutricional 13:64-77, 2006.

SEAE, Secretaria de Acompanhamento Econômico, MINISTÉRIO DA FAZENDA. Panorama do mercado de fertilizantes. Maio/2011. Disponível em: < www.seae.fazenda.gov.br>. Acesso em: 25 jul. 2011.

Vidal, M.C.; Resende, F.V.; Souza, R. B.; Freitas, V. M. T.; Filho, E. G.; Zandonadi, D. B.; Portfólio de tecnologias de agricultura orgânica e agroecologia da Embrapa Hortaliças, Documentos 138 - Embrapa Hortaliças, Brasília, DF 2013.

ZANDONADI, D. B., SANTOS, M. P., MEDICI, L. O., SILVA, J. (2014). Ação da matéria orgânica e suas frações sobre a fisiologia de hortaliçasHortic. bras32(1), 2014.

Links

minerva verde      CampusMacae verde      ouvidoria verde     intranet verde     Sigma verde    superEst verde     CAPES verde       cnpq verde     FAPERJ verde

UFRJ Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade - NUPEM/UFRJ
Desenvolvido por: TIC/UFRJ