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Instituto NUPEM/UFRJ na rota das Aves Limícolas no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba

Batuíras, maçaricos, pernilongos e narcejas dependem de áreas úmidas em busca alimento e descanso durante a migração, e no caso das aves residentes, essas áreas também são utilizadas para a reprodução. A primeira quinzena de abril foi importante em relação a conservação e pesquisa de aves limícolas no Brasil, com a Oficina de Elaboração do Segundo Ciclo de Planejamento do Plano de Ação Nacional para a Conservação (PAN) das Aves Limícolas Migratórias e a 2ª Expedição de Captura de Aves Limícolas no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (PARNARJ).

Fig. 1 Pan Limicolas 1 

Participantes da Oficina de Elaboração do Segundo Ciclo de Planejamento do Plano de Ação Nacional para a Conservação (PAN) das Aves Limícolas Migratórias, promovida em Florianópolis de 1 a 5 de abril de 2019, pelo CEMAVE/ICMBio.

Foto: Danielle Paludo

 

A Oficina de Elaboração do PAN Limícolas foi organizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio de seu Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres - ICMBio/CEMAVE e ocorreu de 1 a 5 de abril, em Florianópolis-SC. No evento participaram representantes da academia, organizações não governamentais e governamentais de meio ambiente estaduais e federais. A pesquisadora Patricia L. Mancini, do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (NUPEM/UFRJ) participou da reunião que definiu 25 ações em prol da conservação das aves limícolas. No estado do Rio de Janeiro, o PARNARJ é uma área prioritária de conservação por ser um ponto importante de parada para a alimentação e descanso na rota das espécies de aves limícolas migratórias. A oficina do PAN das Aves Limícolas contou com a colaboração da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil) e a Western Hemisphere Shorebird Reserve Network (WHSRN) e apoio financeiro do Neotropical Migratory Bird Conservation Act (USFWS).

 

Figura 2

Equipe da segunda expedição de captura de aves limícolas no PARNARJ e veículos utilizados durante as atividades de campo.

 

Entre 8 a 14 de abril de 2019 foi realizada a segunda expedição de capturas de aves limícolas no PARNARJ com a equipe do CEMAVE, coordenado pela analista ambiental Danielle Paludo, com o auxílio do analista Ailton Carneiro de Oliveira e a estagiária Ariane Ferreira. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) do laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Luciano Thomazelli, Carla Meneguin, Cairo Monteiro, Sophie Aicher e o técnico José Maria Lopes participaram da expedição para analisar a saúde das aves residentes e migratórias em relação a diferentes tipos de vírus, em especial Influenza Aviária e o vírus da Doença de Newcastle dentro do Projeto de Pesquisa Regular financiado pela FAPESP (Processo 2017/01125-2). Além disso, a pesquisadora Patricia L. Mancini e o doutorando Rodolfo T. Frias (Programa de Pós Graduação em Ciências Ambientais e Conservação - PPG-CiAC) do Instituto NUPEM/UFRJ e o graduando Lucas Rocha (Universidade Estadual do Norte Fluminense - UENF) coletaram amostras de sangue e penas das aves para estudos de alimentação e concentrações de elementos traços (ex. metais pesados) na comunidade das aves aquáticas do PARNARJ.

 

Figura 3

Redes de neblina armadas no PARNARJ. Foto: Lucas Rocha

 

As capturas das aves ocorreram entre 18 h as 6h da manhã, com redes de neblina (foto acima) em diferentes áreas do PARNARJ. Toda a logística (barracas, mesas, cadeiras e veículos), bem como os deslocamentos dos pesquisadores até a base de amostragem, ocorreram graças a sempre prestativa equipe do PARNARJ (analistas Alan Maynhone, Marcos Santos e Ary Miranda Neto), coordenado pelo chefe do parque Marcelo Braga Pessanha. Ao todo foram capturadas 97 aves, sendo 10 espécies residentes, isto é, que se reproduzem no Brasil, como a batuíra-de-coleira (Charadrius collaris), a marreca toicinho (Anas bahamensis) e o pernilongo-de-costas-brancas (Himantopus melanurus). Também foram capturadas quatro espécies de aves migratórias, isto é, que se reproduzem no hemisfério norte entre junho a agosto e migram para o Brasil e outros países do hemisfério sul entre setembro a maio , sendo elas: o maçarico-de-sobre-branco (Calidris fuscicollis), a batuíra-de-bando (Charadrius semipalmatus), o batuiruçu-de-axila-preta (Pluvialis squatarola) e o maçarico-de-perna-amarela (Tringa flavipes).

Figura 4

Medida do comprimento da cabeça até o bico e colocação de bandeirola no maçarico-de-sobre-branco (Calidris fuscicollis) Foto: Ariane Ferreira.

 

Figura 5

Pernilongo-de-costas-brancas (Himantopus melanurus) em voo durante a Expedição no PARNARJ. Foto: Ariane Ferreira.

 

 

Figura 6

Equipe trabalhando na amostragem de aves no PARNARJ. Foto Ariane Ferreira.

 

 

Figura 7

Equipe da USP manipulando as aves limícolas. Foto Patricia Mancini.

 

A equipe também aproveitou a ocasião para colocar anilhas e bandeirolas azul do Programa Pan-Americano de Aves Limícolas (PASP), indicando que foram marcadas no Brasil e importantes para gerar informações sobre a rota migratória das espécies.

 

Além disso, uma das principais ações do PAN das Limícolas é monitorar as espécies através de contagem de aves limícolas ao longo região central e do litoral do Brasil. No PARNARJ esse objetivo está sendo executado pelo doutorando Rodolfo T. Frias do PPG-CiAC, como parte do seu projeto de pesquisa que visa analisar como anomalias climáticas, como o El ninõ, poderiam afetar a comunidade de aves limícolas. Esse projeto conta com a colaboração do graduando Lucas Rocha M. Porto (UENF) e é orientado pelo Prof. Luciano G. Fischer e Profa. Patricia L. Mancini. O projeto também visa a elaboração de material didático e de interpretação ambiental que será elaborado em parceria com os gestores do PARNARJ, CEMAVE/ICMBio e os pesquisadores do Instituto NUPEM/UFRJ. Rodolfo é bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ, DSC Proc. n.º 200.856/2018).

 

Figura 8.

Equipe de Colaboradores da Expedição (da esquerda para a direita em cima) – Lucas Rocha (UENF), Carla Menegin (USP), Danielle Paludo (CEMAVE/ICMBio), Patricia Mancini (Instituto Nupem/UFRJ), Ailton Oliveira (CEMAVE/ICMBio), Luciano Thomazelli (USP). Da direita para esquerda, sentados) – Rodolfo T. Frias (Instituto Nupem/UFRJ), Cairo Monteiro (USP), Sophie Aicher (USP), José Maria Lopes (USP) e Ariane Ferreira (CEMAVE/ICMBio). Foto: Lucas Rocha.

 

Para saber mais:

Plano Nacional de Ação das Aves Limícolas: http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/plano-de-acao-nacional-lista/3567-plano-de-acao-nacional-para-conservacao-das-aves-limicolas

Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba: http://www.icmbio.gov.br/parnajurubatiba/

SAVE Brasil - http://www.savebrasil.org.br/

Western Hemisphere Shorebird Reserve Network (WHSRN) https://www.manomet.org/project/western-hemisphere-shorebird-reserve-network-whsrn/

 

 

 

 

 

 

 

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