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Ambiente macaense é tema de pesquisas da UFRJ

Matéria publicada pela Prefeitura de Macaé  aborda os  estudos e as análises científicas investigados por  pesquisadores e alunos do Instituto NUPEM/UFRJ no Município. Confira!

 

 Ambiente macaense é tema de pesquisas da UFRJ

 2019-05-08 10:54:00 - Jornalista: Equipe Secom/prefeitura de Macaé

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Parque Atalaia, do Barreto, Ilha do Francês e restinga da Praia do Pecado passam por estudos

Foto: Bruno Campos - Arquivo Secom

 

Para proteger, defender e favorecer o ambiente, o Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (antigo Nupem), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está desenvolvendo nove pesquisas científicas em áreas da Prefeitura Municipal de Macaé. Elas são o Parque Atalaia, Parque do Barreto, Ilha do Francês e restinga da Praia do Pecado.

Segundo a subsecretária de Ambiente e Sustentabilidade da prefeitura, Lívia Souza, a pesquisa científica é uma ferramenta fundamental para criação e gestão das áreas protegidas. "Estas investigações acadêmicas também colaboram para a produção de conhecimento, proporcionando as informações necessárias para cumprir com todos os objetivos das unidades de conservação", conta ela.

Os estudos e as análises científicas são investigados por 25 pesquisadores e seus alunos. O diretor do Instituto, o professor Rodrigo Nunes da Fonseca e a professora Cíntia Monteiro de Barros contaram um pouco sobre as pesquisas. A Instituição de Ensino possui 57 professores com doutorado e 400 alunos de graduação.

Praia do Pecado

Na restinga da Praia do Pecado, os pesquisadores estão analisando conflitos socioambientais. Essa região é uma das últimas áreas de restinga urbanas. Questionam o que pode ser feito lá, como salvar suas aves, vegetais e animais. O professor que está à frente dessa pesquisa é Rodrigo Lemes.

Ilha do Francês

Nesta ilha, realizam-se duas pesquisas. Uma refere-se ao diagnóstico da influência antrópica (quando o homem age na natureza). No caso, busca-se verificar as atividades humanas sobre o ambiente costeiro. Quais são as atuações das embarcações nessa ilha? O óleo dos barcos tem afetado os organismos marinhos, diminuindo sua reprodução?A outra atividade científica nessa ilha e também na Ilha de Santana (esta administrada pela Marinha do Brasil) reporta-se ao ato de o Instituto fazer o mapeamento dos organismos invasores. Este é um trabalho do pesquisador Emiliano Calderón e equipe. Nela, analisa-se o Coral Sol (um coral invasor).

Parque do Barreto

Nessa área de restinga são desenvolvidas duas pesquisas: uma busca compreender os conflitos socioambientais, uma vez que a cidade está crescendo e invadindo a área de proteção ambiental. Ela diz respeito ao trabalho de pesquisa do professor Rodrigo Lemes, intitulado "Paisagens e suas Perspectivas: uma Leitura das Transformações Físicas".A outra pesquisa refere-se à polinização de abelhas. Ela é desenvolvida pelo professor Vinícius Albano. Já descobriu e identificou 20 espécies de abelhas no Parque do Barreto. A importância é que via polinização, garante-se a produção de frutos e sementes, além da reprodução de diversas plantas, sendo um dos principais mecanismos de manutenção e promoção da biodiversidade na Terra.

Parque Atalaia

No Parque Atalaia, os pesquisadores realizam quatro pesquisas. Uma é fonte de análise da professora Mallinda Henry. Reporta-se à distribuição e ecologia de primatas, na qual há monitoramento e acompanhamento da população de primatas. No segundo estudo, Mallinda e o professor Pablo Gonçalves distribuíram dez câmeras digitais, com sensores, nas árvores do interior do parque.Estas clicaram espécies ameaçadas de extinção, como onça parda e gato do mato. O objetivo da pesquisa é saber quantas espécies há na área do parque. "Quantos animais ameaçados de extinção estão lá?". A pesquisa intitula-se "Mapeamento e Conservação de Mamíferos Silvestres na Bacia do Rio Macaé", da UFRJ.A terceira pesquisa trabalha com levantamento de espécies de borrachudos. Foram detectadas sete espécies. Estes se proliferam em água limpa. Este estudo é feito por seis alunos de mestrado e doutorado da instituição de ensino. Já a quarta pesquisa da UFRJ no Parque Atalaia trata da análise florística da fitossociologia do bosque. Suas pesquisadoras são a professora Tatiana Konno e a mestranda Nathálya Vasconcellos. Florística é uma palavra que deriva do termo Flora, de origem no latim, e que significa o conjunto de espécies de plantas que ocorrem em determinada região. Já fitossociologia estuda as comunidades vegetais, suas inter-relações e relações com o meio.

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