Trilha da Ciência e da Saúde e os Caminhos do Conhecimento

A previsão é que as obras da primeira etapa da construção da trilha no Instituto NUPEM/UFRJ sejam finalizadas no mês de março e que, então, seja iniciada a segunda fase do projeto.

 

Fruto de parceria criada em 2017 por alunos e docentes dos cursos de Engenharia UFRJ-Macaé, da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD/UFRJ) e por moradores da Comunidade do Barreto, as obras da Trilha da Ciência e da Saúde do Instituto NUPEM/UFRJ foram iniciadas em setembro de 2019 e a primeira etapa do projeto já está em reta final.

A construção viabiliza a criação de mais um espaço de bem-estar e educação para a sociedade macaense, apostando na ciência, na inclusão social, na conscientização ambiental e nos cuidados físicos como forma promover conhecimento, saúde, lazer e extensão universitária.

 

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Inicialmente pensada como um instrumento didático para dar apoio às atividades de extensão e de divulgação científica realizadas historicamente pelo NUPEM/UFRJ, ao longo da evolução da implantação do projeto de construção da Trilha da Ciência e da Saúde, percebeu-se que havia uma dimensão de conhecimentos da ciência, especificamente da história natural da terra, que poderia ser trabalhada, em uma segunda etapa do projeto, com bastante êxito neste empreendimento.

O Professor Doutor Rodrigo Vinagre (NUPEMUFRJ) explicou a segunda fase do empreendimento:

“Este incrível projeto, embrionado pelo professor Francisco Esteves, ao longo de sua implementação, foi se tornando cada vez mais complexo e grandioso a partir do surgimento de novas possibilidades. Teremos, então, após a conclusão das obras, o início de uma  segunda etapa de execução de projeto –  chamado provisoriamente de ‘Caminhos do Conhecimento’ – que prevê a produção de exposições (de material rochoso, fossilífero, vegetal, etc) de acordo com as  11 estações distribuídas dentro do campus do NUPEM/UFRJ. Estas estações contarão com espaços de socialização onde estarão expostos também pôsteres com informações científicas para auxiliar o entendimento dos temas que, de início,  vão tratar da formação do planeta Terra e seu desenvolvimento com interação entre litosfera, hidrosfera  e biosfera. Todos os recursos serão disponibilizados de forma interativa, aproximando cada vez mais a comunidade da universidade e dos objetivos científicos, atraindo pessoas de todas as idades que queiram alimentar curiosidades a respeito do conhecimento natural, história da ciência e da saúde” .

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Além de permitir o estreitamento das relações entre universidade e sociedade, a construção da Trilha da Ciência e da Saúde vem organizar a experiência de extensão e de divulgação científica do NUPEM/UFRJ em um grande roteiro, no qual os visitantes possam explorar nossas instalações de forma didática e desfrutar de experiências e atividades  físicas, educativas e científicas de maneira lúdica e dinâmica -  tudo isso a partir de um enfoque que considere a realidade e as competências de aprendizagem individuais.

Um dos responsáveis pela implementação da segunda fase do projeto, o Professor Doutor Américo Pastor, discorreu sobre o potencial de pedagógico da Trilha:

“Durante a elaboração do projeto, começamos a perceber a articulação entre diferentes linhas de interesse, inclusive as linhas de psicologia da educação, da aprendizagem – minha área de atuação. Neste sentido, queremos pensar a trilha de maneira cognitivamente acessível para crianças, jovens e adultos, de acordo com as fases de desenvolvimento cognitivo. Por isso, a trilha vem passando por reformulações em cada reunião, porque a gente reconhece que a trilha precisa ser acessível a todos, a todo povo, em suas diferentes condições cognitivas e realidades culturais”.


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O docente retomou as origens do projeto:


“A trilha busca materializar oportunidades diferenciadas de aprendizados articuladas a atividades físicas, que serão concretizadas de modo lúdico e mediadas por objetos: ao longo do caminho a ser percorrido, pensamos na possibilidade de trazer materiais impressos, banners com imagens, móveis e instalações para oferecer experiências a estes usuários de forma que eles possam aprender aspectos significativos na história do universo. Planejamos os equipamentos da trilha de modo sustentável, acessíveis financeiramente e justos ecologicamente, para que sejam duráveis, de forma que não onerem os cofres públicos e que proporcionem excelentes oportunidades para crianças jogarem, brincarem, e interagirem. Ofereceremos experiências e esta é uma das dimensões mais interessantes da trilha, valorosa especialmente para crianças. Por exemplo, na primeira estação, na qual falaremos sobre o Sistema Solar e o Big Bang, recebemos uma sugestão muito interessante do Professor Cássio Martins – que voluntariamente atua no desenvolvimento de atividades físicas e lúdicas para o projeto – em criar uma reprodução em escala do sistema solar. Isso serviria para as crianças terem a noção, por exemplo, do tamanho da Terra em relação ao sol e à lua. As crianças poderiam tocar, brincar, exercitarem seus corpos e receber explicações sobre o assunto”.

 

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Além da dimensão da experiência, da oferta de informações – com imagens, textos e um sistema de apoio com áudios explicativos e links QR codes no site do NUPEM/UFRJ para que visitantes possam ouvir explicações e percorrer o caminho  sozinhos – e da disponibilidade de espaços para práticas de atividades físicas (com orientações, sempre de forma lúdica e educativa), há também a dimensão de formação de professores do NUPEM/UFRJ. Pretende-se desenvolver uma disciplina de divulgação científica que, além de buscar entender aspectos teóricos e práticos,  permitirá que os estudantes de graduação do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade se formem nestes assuntos, e se preparem para serem mediadores,  atuando  nas atividades didáticas da Trilha da Ciência e da Saúde, em aulas ao ar livre, extrapolando as paredes da sala de aula ou até mesmo de um suposto museu.

Professor Américo conclui:

“Pensamos em viabilizar uma sala de exibição de filmes e vídeos, que sejam complementares às atividades do próprio trajeto da trilha, que contará com a exposição de rochas, modelos de animais, esqueletos em tamanho real, jardins sensoriais, e, o mais importante, a mediação de professores em formação, trazendo explicações, oportunizando conhecimento, guiando e mediando aprendizagens. A trilha – além de oferecer oportunidades de aprendizados, pensados e planejados – será também um espaço de recreação, de atividades físicas, um espaço de aprendizagem mais amplo do que as concepções de sala de aula permitem que pensemos”.

 

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